Le Podcast du Foot #91 | Uma dupla explosiva, mas o time em apuros

Neymar e Kyllian Mbappé formam a dupla do momento na França. Qualquer conexão entre os dois, independente da partida, é certeza de uma explosão e de trabalho árduo para a defesa adversária ao Paris Saint-Germain.

Mas se em solo doméstico a química do brasileiro com o francês tem surtido efeito e o título é só questão de tempo, o mesmo não pode ser dito na Liga dos Campeões. Em quatro jogos, apenas uma vitória e o time da capital francesa pode ser eliminado já na penúltima rodada da fase de grupos caso perca para o Liverpool, em Paris, e o Napoli derrote o Estrela Vermelha, em Nápoles.

A influência da dupla e o contrapeso de não conseguirem provocar uma campanha mais consistente no torneio continental foram questões que entraram na pauta de Le Podcast du Foot #91. Eduardo Madeira, Flávio Botelho e Renato Gomes se reuniram e discutiram a respeito disso, projetando a sequência da competição e analisando o que o técnico Thomas Tuchel precisa fazer para que o entendimento de Neymar e Mbappé se converta em vitórias expressivas.

Ouça o programa abaixo:

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Le Podcast du Foot #90 | É hora de Le Classique!

É chegada a hora de mais um confronto entre Olympique de Marseille e Paris Saint-Germain, duelo que ficou conhecido como Le Classique. A partida válida pela 11ª rodada do Campeonato Francês está programada para o próximo domingo (28), a partir das 17h, no Vélodrome.

Apesar de ser uma das maiores rivalidades da França, Le Classique vive momento sui generis: o PSG não perde uma partida para seu maior rival há quase oito anos. São 17 partidas em que o time de Paris não sabe o que é perder para o Marseille.

A edição #90 de Le Podcast du Foot chega para analisar esse momento. Por que o PSG é tão dominante? O quanto isso reflete para a rivalidade? E que recorte pode ser feito olhando para o nível do campeonato? Isso tudo foi respondido por Eduardo Madeira, Filipe Papini e Vinícius Ramos.

Dê play abaixo e confira a edição #90 de Le Podcast du Foot:

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Le Podcast du Foot #89 | Crise no Monaco

Acostumado a ficar nas cabeças na tabela de classificação do Campeonato Francês, o Monaco vive realidade oposta no começo de temporada 2018/19. Com apenas uma vitória em nove rodadas, a equipe monegasca está na zona de rebaixamento. Somado a isso, o time perdeu os dois jogos que fez pela Liga dos Campeões e tem qualificação comprometida.

O reflexo inicial dessa grave crise foi no comando técnico. Leonardo Jardim foi demitido após quatro temporadas demonstrando claros sinais de perda de comando e descompasso de ideias com a diretoria. Sobrou para o lado mais fraco.

A crise no Monaco e as razões para a demissão de Jardim foram pautas de discussão da edição #89 de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira apresentou o programa e contou com as participações de Renato Gomes, do Footure, e Pedro Henrique Natário, do Monaco Brasil.

Ouça abaixo:

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Le Podcast du Foot #88 | As variadas emoções na rodada da Champions

Foi dada a largada para a fase de grupos da Uefa Champions League e para os três representantes da França, somente um misto de emoções pode resumir o pontapé inicial no principal torneio continental da Europa.

O Paris Saint-Germain, por exemplo, foi da frustração a euforia e terminou decepcionado com a derrota por 3 a 2 diante do Liverpool, atual vice-campeão. Mais do que o revés, a forma como o time jogou deixou um recado bem claro de que a diretoria tem muito o que fazer para não repetir os fiascos recentes.

Já o Monaco, com elenco enfraquecido e temporada incerta, alimentou o sonho de uma vitória sobre o poderoso Atlético de Madrid, mas terminou triste e conformado com uma derrota de virada por 2 a 1.

Quem se sobressaiu foi o Lyon, que surpreendeu a Europa ao bater o campeão inglês, Manchester City em solo britânico. O triunfo por 2 a 1, coroado por grande atuação de Nabil Fekir – autor de um gol e uma assistência – deixa o time de Bruno Génésio na liderança do grupo que ainda tem Shakhtar Donetsk e Hoffenheim – que empataram em 2 a 2.

O misto de emoções nas estreias dos times franceses pautou a edição #88 de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira e Renato Gomes analisaram os confrontos e contaram com as participações de Vinícius Ramos, do Ici c’est Paris, e Pedro Henrique Natario, do AS Monaco Brasil, que comentaram sobre seus respectivos times.

Ouça abaixo o podcast completo:

Lembranças de uma noite de setembro

O dia 13 de setembro de 2005 entrou para a história do Lyon | Foto: AFP/Jean-Phillipe Ksiazek

Se hoje é o Paris Saint-Germain quem chama a atenção dos jovens e fãs de futebol quando o assunto é clube francês, na década passada, quem cumpria esse papel com maestria era o Lyon. Com uma ascensão meteórica, o time presidido pelo lendário Jean-Michel Aulas, acostumado a ocupar posições intermediárias em solo doméstico, conquistou o primeiro título francês em 2002 e só parou de erguer taças em 2008. Tudo isso com o brilhantismo de um ídolo nato: Juninho Pernambucano. Poucas vezes se viu uma química tão grande entre clube, atleta e torcida.

Uma das grandes noites daquele time, que ainda tinha personagens marcantes como Gregory Coupet, Cris, Cláudio Caçapa, Florent Malouda e outros, foi exatamente no dia 13 de setembro de 2005. Pela frente do campeão francês, o estrelado Real Madrid, ainda na era Galáctica sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, pela primeira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa.

Aqueles próximos 90 minutos sob o Estádio Gerland lotado entrariam para a história do clube.

Faltava protagonismo

Maribor provocou o primeiro grande pesadelo europeu do Lyon | Foto: Divulgação

Se hoje nos acostumamos a ver o Lyon disputando copas europeias, o hábito era diferente até metade da década de 90. Salvo discretas participações em torneios de segundo escalão, o OL disputou a primeira Liga dos Campeões apenas na temporada 1999/00 – depois de alguns anos com disputas pouco efetivos na antiga Copa da Uefa.

A primeira participação em Liga dos Campeões, porém, foi traumática. Jogando contra o modesto Maribor, da Eslovênia, o Lyon perdeu a vaga ainda na primeira eliminatória, ao ser derrotado nos dois jogos por 1 a 0 na França e 2 a 0 em solo esloveno.

Naquele mesmo ano, o OL conseguiu um feito ainda maior na Copa da Uefa: venceu o alemão Werder Bremen por 3 a 0 no Gerland e conseguiu perder por 4 a 0 na volta e dar adeus precocemente, na terceira fase.

Nos anos seguintes, o Lyon se recompôs e conseguiu resultados mais expressivos. Em 2000/01, por exemplo, só caiu na segunda fase de grupos da Liga dos Campeões, quando tinha os poderosos Bayern e Arsenal pela frente, e em 2003/04 e 2004/05, foi eliminado nas quartas-de-final para o futuro campeão Porto e nos pênaltis pelo PSV, respectivamente.

O time amadurecia temporada após temporada, dominava o solo doméstico e dava amostras claras de que estava pronto para dar o salto adiante na Europa.

Noite mágica no Gerland

Aulas foi atrás do veterano Houllier em 2005 | Foto: Divulgação

Para dar o passo além na temporada 2005/06, um novo treinador. Paul Le Guen pediu as contas e um velho conhecido do futebol francês foi chamado: Gérard Houllier, ex-técnico de PSG, Liverpool e seleção francesa.

Apesar de conseguir um treinador tarimbado e buscar reforços importantes, como os meio-campistas Benoît Pedretti e Tiago, o atacante norueguês John Carew e a então jovem revelação brasileira Fred, Aulas não teve forças para segurar o ótimo volante Mickael Essien. Mesmo renovando contrato com o ganês, o Chelsea investiu 28 milhões de euros no atleta e o tirou do Gerland.

O início de temporada foi promissor e o Lyon emendou cinco vitórias e um empate nas primeiras seis rodadas de Campeonato Francês. Mas isso era pouco para as ambições do clube e o grande teste veio três dias depois de desbancar o Monaco por 2 a 1, na 6ª rodada do torneio nacional.

Pela frente naquele dia 13 de setembro, o galáctico Real Madrid. De um lado, o esquadrão brasileiro de Cris, Caçapa e Juninho e, do outro, o estrelado time de Robinho, Beckham e Raúl, sob a regência de Vanderlei Luxemburgo – que estava desfalcado de Zidane, Figo e Ronaldo, é bem verdade.

Sem dúvidas que se tratava de um jogo especial.

O Lyon sabia disso e entrou com a seriedade necessária para uma partida desta envergadura. Cris e Caçapa, como era padrão, mantinham a virilidade de seu jogo, não abandonando nenhuma dividida, sempre com o amparo de um meio-campo forte, mas ao mesmo tempo técnico, composto por Diarra, Tiago e Juninho, que constantemente trocavam de posição.

Se nas divididas isso acabava sendo positivo, em alguns momentos extrapolava e, em menos de dez minutos, o Lyon deu ao Real Madrid duas faltas na entrada da área. Beckham e Roberto Carlos não aproveitaram as chances, mas deram um aviso claro ao Lyon: poderiam errar uma cobrança, mas duas seria difícil.

Só que o recado valia para o outro lado também. O 8 do OL era simplesmente Juninho, dono de um pé direito potente e calibrado, no auge da carreira. Míchel Salgado, porém, parecia não saber disso.

Aos 19 minutos, cometeu uma falta boba em Malouda. Era uma bola quase perdida no lado esquerdo. Afoito, puxou o atacante pelo ombro, levando-o ao chão. Não era uma falta para cobrança direta, mas boa para jogar na área e provocar dores de cabeça ao goleiro Iker Casillas.

Insatisfeito por provocar tal perigo a própria meta, Salgado completou o serviço. Juninho cobrou a falta em direção da área e o lateral, além de dar ao menos três passos adiante, esticou os braços para bloquear o chute. A falta ficou mais perto ainda.

Lembram do recado “errou uma, mas duas seria difícil”? Juninho, desta vez, cobrou forte, na direção do gol. Carew, que vinha sendo o desafogo do time com seus pivôs, deu uma casquinha na bola quase imperceptível. O leve desvio foi suficiente para impedir a defesa de Casillas, que até tocou na bola, mas a viu morrer dentro das redes.

E era aberta a contagem.

De pé calibrado, Juninho participou do primeiro gol | Foto: AFP/Jean-Philippe Ksiazek

O Real, de Luxa, era uma contradição só. Se sobrava técnica com Beckham, Robinho, Raúl e Roberto Carlos, exalava jogo físico e bruto com Thomas Gravesen, Pablo García e Míchel Salgado. Em campo, um 4-4-2 bem brasileiro, com dois volantes, dois meias, um atacante mais móvel e outro para empurrar a bola para as redes.

E dessa contradição, a truculência parecia falar mais alto. Num intervalo rápido, de pouco mais de dois minutos, três faltas, duas em Juninho e uma em Diarra. Pobre do time que não aprende com os próprios erros.

A falta de Raúl em Diarra foi típica de quem não sabe marcar. Foi um prato cheio para Juninho. A distância não foi problema, ainda mais quando Casillas colocou apenas três jogadores na barreira. Chute forte, de pé direito, rasante. O único quique no chão foi antes de fugir do alcance do goleiro espanhol e beijar as redes.

Como um boxeador prestes a ir a lona, o Real Madrid balançava no gramado do Gerland. Não sabia para onde ia, tampouco qual o rumo das jogadas do Lyon. Quando o relógio marcava 31 minutos, veio o golpe que praticamente nocauteou os galácticos.

De Wiltord para Réveillère.

De Revéillère para Wiltord.

De Wiltord para o gol.

O jogo no Gerland nem bem tinha completado 30 minutos e o Lyon já colocava um imponente 3 a 0 em cima do Real Madrid. Três gols dos 21 aos 31 minutos. Dez minutos de loucura, de brilhantismo, que mostraram para o que o OL vinha naquela temporada.

O estrago só não foi maior porque Juninho desperdiçou um pênalti aos 40 minutos.

A segunda parte do jogo foi protocolar. Numa nova analogia ao boxe, Juninho e companhia esperavam apenas o fim da luta para vencer por pontos. O Real Madrid se esforçou e martelou, mas esbarrou em Cris e Caçapa. Imponentes e eficientes, os brasileiros tiveram atuação para ser lembrada.

Se a primeira impressão é a que fica, a imagem que o Lyon deixou naquela estreia pautou toda a campanha ao longo da Liga dos Campeões. O time de Houllier ficou a apenas dois minutos da semifinal da competição. Na fase de grupos, além do Real, ficaram pelo caminho Olympiakos e Rosenborg.

Nas oitavas-de-final, uma revanche para cima do PSV Eindhoven, que na temporada anterior tirou o OL nos pênaltis em jogo polêmico até hoje devido a um pênalti – escandaloso – não marcado em cima de Nilmar na prorrogação. Desta vez, atropelo: 5 a 0 no agregado.

Os franceses caíram apenas nas quartas-de-final para o Milan em dois jogos duros. Na ida, no Gerland, 0 a 0. No San Siro lotado, com mais de 80 mil pessoas, Inzaghi colocou o Milan em vantagem, mas Diarra empatou ainda na primeira etapa. O placar se manteve assim até os 43 minutos da etapa complementar, quando Pippo apareceu novamente, aproveitando sobra de bola que bateu nas duas traves, fez 2 a 1 e abriu caminho para a classificação, que seria completada com mais um gol.

Momentaneamente, ficou a tristeza de não vir uma classificação para a semifinal que esteve a ponto de se concretizar. Na história, porém, ficou o legado daquele time. O Lyon, dominante em solo local, mostrou, enfim, que poderia ir além. Bateu poderosos, jogou de igual para igual com times pesados, mostrou do que era capaz. Aquele 13 de setembro durou longos anos para uma torcida inebriada por uma equipe que deixa saudades até hoje.

Ficha técnica:

Lyon 3×0 Real Madrid

Liga dos Campeões – Grupo F

Estádio Gerland | 40.309 pessoas

Arbitragem: Massimo De Santis (Itália)

Lyon (4-3-3): Coupet; Réveillère, Cris, Caçapa e Berthod; Diarra, Tiago (Pedretti, aos 43’/2º) e Juninho; Wiltord (Govou, aos 36’/2º), Carew (Fred, aos 27’/2º) e Malouda – Técnico: Gérard Houllier

Real Madrid (4-4-2): Casillas; Salgado, Helguera, Ramos e Roberto Carlos; Gravesen (Guti, aos 16’/2º), Garcia, Beckham e Júlio Baptista; Robinho e Raúl – Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Gols: 1×0 Carew, aos 21’/1º; 2×0 Juninho, aos 26’/1º; e 3×0 Wiltord, aos 31’/1º;

Cartões amarelos: Salgado, aos 20’/1º; Berthod, aos 23’/1º; Garcia, aos 39’/1º; Diarra, aos 7’/2º; e Beckham, aos 45’/2º;

Le Podcast du Foot #87 | Balanço da janela

A janela de transferências do Campeonato Francês teve seus altos e baixos. De perdas importantes, como Mariano Diaz, que deixou o Lyon e voltou ao Real Madrid, a contratações de impacto, como Kevin Strootman, que reforça o Marseille, e até aquelas negociações para reviver velhos nomes, como Ben Arfa e Paulo Henrique Ganso, que vestirão as camisas de Rennes e Amiens, respectivamente.

Mas, afinal, quem contratou bem? Qual time perdeu jogadores mais importantes? E quem saiu ileso aos assédios de clubes rivais? O balanço das principais negociações esteve em pauta na edição #87 de Le Podcast du Foot.

O jornalista Eduardo Madeira conduziu o programa ao lado do jornalista Flávio Botelho e do colaborador do Footure, Renato Gomes. Ouça abaixo e assine o feed no iTunes e no Google Podcasts:

Le Podcast du Foot #86 | Super guia da temporada

Vem aí a temporada 2018/19 do Campeonato Francês!

O atual campeão PSG mantém Neymar, Mbappé, Cavani e agora conta com o reforço de Thomas Tüchel como treinador. O Monaco mantém a política de buscar jovens atletas para valoriza-los e vende-los por valores maiores. Enquanto isso, Marseille e Lyon se movimentam para competir de forma igualitária com os dois.

Mas ainda tem Saint-Étienne, Nantes, Rennes e outros tantos que querem buscar um lugar ao sol.

Quer saber o que pode rolar na nova temporada da Ligue 1? Tem edição especial de Le Podcast du Foot. Eduardo Madeira, Filipe Papini e Renato Gomes projetam o torneio e contam com as participações de Vinícius Ramos e das torcidas brasileiras do Monaco, Marseille e Rennes.

Ouça abaixo o programa: